Nunca ninguém o tinha visto tão contente.
Exibindo seu primeiro texto, lia para todos os moradores de sua casa.
Ninguém dava nada por esse menino que tão satisfeito com sua primeira obra, tão simples e já tão profunda, andava sorrindo por conseguir enfim expressar, através das palavras, seus sentimentos, sem mais usar seus desenhos nem sempre interpretados corretamente...
Ele só queria se abrir com alguém...
Mesmo assim, ninguém se interessava em tentar entender o que havia por trás das palavras daquele rapazinho.
Ninguém se interessava em saber o que se passava em seu coração ou em sua mente...
Todos só estavam preocupados em criá-lo dando educação, bons modos e saúde.
Então, criou-se ali uma relação íntima de amizade entre o nosso escritor e seu tinteiro, seu único companheiro, presente em todas as fases, todas as suas emoções, todos os momentos que o poeta sismava em registrar a cada dia...
Sim, nosso escritor não parou de escrever...
E compunha, compunha e compunha...
Suas poesias viraram canções,
E aquele menino, que ninguém dava nada por ele,
se tornou um dos maiores poetas que já existiu...
E, como todo ser humano, morreu.
Trancado em seu quarto...
Com seu único amigo...
na verdade, o único que lhe interessava a companhia...
O seu fiel tinteiro.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
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