segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
sábado, 8 de março de 2008
˙·•● Dicas ●•·˙
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- "De amigos", com links de páginas de amigos meus na internet;
(No rodapé da página):
- "Frases feitas", com frases que eu gosto e que movem minha vida.
♠» Gostaria de agradecer em especial à minha amiga Camila Tavares que fez essa foto brilhante de fundo do título do Blog! Valeu pela moral, Camila!
Beijos a todos e fiquem com Deus!
espero que gostem dos textos!
Eu que ninguém conhece
Sinto, choro, penso...
Talvez, muitos me vejam como alguém despreocupado, divertido e feliz...
O que muitos não entendem é que até mesmo o mais irracional dos seres tem seus momentos de crise...
Eu, me escondo atrás de uma tela preta, simplesmente relatando meus sentimentos e experiências...
Conversas, desabafos...
Me escondo atrás de uma máscara feliz, onde ninguém é capaz de perceber o quão triste eu sou...
Então, quando me coloco em frente á esta tela preta, estou sem minha máscara...
Estou no meu espaço...
e posso ser eu mesmo...
revelando o "eu" que ninguém conhece...
Inconforme...
Como pode tudo simplesmente acabar assim?
Como a gente faz pra entender que o amor acabou?
Não faz sentido...
Mas não vou insistir, se você não quer mais...
Não posso pedir o que você não pode fazer...
Não prometa nada que você não possa cumprir...
Não diga nada...
Eu não quero ouvir mais uma palavra jogada fora...
Acreditar nelas e depois perceber que o que você faz fala tão alto que não consigo ouvir o que você diz...
Não quero mais você na minha vida...
Não vou entender...
E, se você quer saber, não vou ficar bem...
Serei sempre...
Inconforme...
sexta-feira, 7 de março de 2008
Meu lugar
Encontro pessoas que sofrem, que sonham, que lutam...
E pessoas que simplesmente vivem...
Vagam pela cidade, sozinhas e pedidas...
Tentando encontrar seu lugar...
No meio da multidão, encontro pessoas tão perdidas quanto eu...
E pessoas certas de que estão exatamente onde deveriam estar...
E ainda há aquelas que podiam jurar que estavam no lugar certo, mas não estavam...
E eu sou apenas mais um, tentando encontrar o meu lugar...
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Superfície
Sempre era isolado e não se dava bem com as meninas...
Tinha uma família conservadora e muito fechada...
Não se preocupava com a aparência porque para seus pais a beleza não era importante, embora vivessem apenas de aparências...
Sempre fazia perguntas e ouvia um "cale a boca" ou "não fale sobre isso" como resposta...
E foi crescendo, sem entender muitas coisas...
Mas foi aprendendo...
Não pelos seus pais...
Então, foi formando assim seu caráter...
Tornando-se muito diferente do que seus pais queriam...
Mas, como poderia ser como os pais se ele nem os conhecia?
Assim, cresceu sozinho, descobrindo por si mesmo o mundo ao seu redor...
Tornando-se quem ele queria ser...
Procurava cuidar de sua beleza, usar roupas bonitas, aprender a se comportar...
Indo para onde queria, por não poder fazer isso quando era criança...
Fazendo o que julga ser certo, tendo um senso diferente de sua família, por ter aprendido o certo e o errado de fora de sua casa...
Enfim, fez sua vida como lhe foi conveniente...
Quando jovem, tornou-se muito popular...
sempre rodeado de pessoas, admirado por outras...
Algumas pessoas até tinham medo de se aproximar e "tomar um fora" dele...
Mas este menino, embora aparentemente feliz e realizado, era alguém sozinho...
Sabia fazer bem muitas coisas, era bonito e bem vestido...
Era comunicativo...
Fazia amizade rápido...
Mas era triste...
Descobriu que ele era parte de um jogo de política de seus pais...
Tendo como pai uma figura pública, seria muito bom para a imagem dele ter filhos...
E ele era parte disso...
Uma família apenas de fachada...
E viu que ele nunca deixou de ser a mesma criança de sempre...
Não tinha amigos de verdade...
Não tinha confidentes...
Nem sempre tinha companhia...
Estava rodeado de amigos e ao mesmo tempo não tinha ninguém...
Vi que eu acabei ficando como meus pais...
E percebi o quanto eu tinha me tornado superficial...
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Porta-retrato
Percebemos o quanto a nossa rotina ofusca os momentos felizes que vivemos, e então agradecemos por termos registrado cada companhia, cada lugar, cada sorriso em uma fotografia.
Tantas coisas vividas e a vida sempre volta ao normal...
Ao passarmos por aquela foto onde se está ao lado da pessoa que se foi, o arrependimento por ter vivido aquele momento tão intensamente e ter deixado que, depois disso tudo, ela fosse embora...
A vida sempre volta ao normal...
Aquele momento feliz se acabara e tudo era, novamente, rotina.
As fotografias nos deixam nostálgicos, nos deixam pensativos e, talvez, nos façam lembrar não só dos momentos, mas das pessoas e de quem fomos para elas...
Nos fazem pensar em se ela, ao rever esta mesma foto, abriria um sorriso ou deixaria que uma lágrima de tristeza rolasse pelo seu rosto...
Fotografias não nos deixam esquecer de momentos importantes para nós, como a primeira "janelinha de dente", o primeiro corte de cabelo, o primeiro dia de aula...
enfim...
Fotografias nos fazem olhar pra trás...
reviver momentos de alegria, de dor...
Nos fazem pensar em quem nós somos e quem nós éramos...
Talvez, para alguns de nós, faça-nos pensar em quem nós queremos ser, em quem poderemos ser e em quem estamos nos tornando...
Ao nos encararmos num porta-retrato, é como nos vermos num "espelho do tempo"
olhamos para aquela imagem e pensamos em quantas coisas a gente já viveu...
E então a gente pára e se pergunta:
O que mais falta viver?
Ao tentarmos encontrar alguma resposta, entendemos enfim que a vida perdeu o sentido.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Convicção
Sempre soube o que eu queria fazer, onde eu queria ir, quem eu queria ser...
enfim...
Até que um dia alguém entrou na minha vida para confundir tudo o que eu tinha de mais concreto, enchendo meu caminho de atalhos incertos, os quais eu, ingênuo, cismei em trilhar,
de palavras lançadas em vão ao vento, as quais eu, ainda que iludido por elas, fiz questão de ouvir...
uma a uma...
formando em mim, sem perceber, um oceano de emoções platônicas perdidas no silêncio de um olhar...
Um olhar que não cruzava o meu...
E eu tentando simplesmente chamar sua atenção pra mim...
Hoje eu tenho certezas de novo...
Certeza de que não valeu a pena tantas dúvidas...
Certeza de que eu sempre tive certeza, só não queria aceitá-las...
Certeza de que não valeu a pena nenhuma palavra, nenhum olhar, nenhum beijo...
Não valeu a pena te dar minha atenção...
Hoje eu entendo que o único merecedor do meu amor sou eu mesmo...
Assim, me levanto todos os dias sem mais te ver ao meu lado...
E não me sinto incompleto...
Pelo contrário...
Me sinto, finalmente, feliz!
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Coisas que aprendi sobre as pessoas
Tomei um banho, escovei os dentes, dei bom dia a todos, tomei café, vesti uma roupa bonita e fui.
Comprei um presente.
Uma blusa maneira...
Ficou legal em mim...
Depois fui comer e voltei pra casa.
Vesti minha blusa de novo...
O meu espelho é mais sincero do que o da loja...
Não ficou tão boa quanto eu achava que tinha ficado...
Amanhã vou lá trocar.
Amanhã eu vou levantar da cama, erguer minha cabeça, sacudir a poeira e dar valor a quem merece!
Amanhã eu vou dar valor a mim mesmo...
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
O tinteiro e o poeta
Exibindo seu primeiro texto, lia para todos os moradores de sua casa.
Ninguém dava nada por esse menino que tão satisfeito com sua primeira obra, tão simples e já tão profunda, andava sorrindo por conseguir enfim expressar, através das palavras, seus sentimentos, sem mais usar seus desenhos nem sempre interpretados corretamente...
Ele só queria se abrir com alguém...
Mesmo assim, ninguém se interessava em tentar entender o que havia por trás das palavras daquele rapazinho.
Ninguém se interessava em saber o que se passava em seu coração ou em sua mente...
Todos só estavam preocupados em criá-lo dando educação, bons modos e saúde.
Então, criou-se ali uma relação íntima de amizade entre o nosso escritor e seu tinteiro, seu único companheiro, presente em todas as fases, todas as suas emoções, todos os momentos que o poeta sismava em registrar a cada dia...
Sim, nosso escritor não parou de escrever...
E compunha, compunha e compunha...
Suas poesias viraram canções,
E aquele menino, que ninguém dava nada por ele,
se tornou um dos maiores poetas que já existiu...
E, como todo ser humano, morreu.
Trancado em seu quarto...
Com seu único amigo...
na verdade, o único que lhe interessava a companhia...
O seu fiel tinteiro.